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Cidades Históricas Mineiras

Um verdadeiro museu a céu aberto
Museus, sítios arqueológicos, santuários, igrejas antigas, ouro e muita história estão presentes neste roteiro às cidades históricas mineiras. Viajar para a região do minério nos remete a anos atrás; passear pelas suas sinuosas ruas de paralelepípedos é perfeito para contar episódios do passado. As visitas passam por Ouro Preto, Mariana, Tiradentes, Congonhas, Diamantina e muitas outras cidades da época dourada de nosso país no período de 1700 a 1800.
o destino 
Localização: 
Estado:  Minas Gerais
Idioma:  Português
Clima:  Temperado Quente
Temperatura:  19ºC
Moeda:  Real
Distâncias:
Belo Horizonte - 100 km
Rio de Janeiro - 400 km
São Paulo - 620 km
Brasília - 840 km
 
Muita história para contar
Marcada pela riqueza em cada esquina, museu ou casarão, a região das cidades históricas mineiras traduz fielmente os tempos da Inconfidência. A história do local começou há séculos atrás com inúmeras expedições ao interior de Minas Gerais à procura de minérios e pedras preciosas. Nesta incansável caça ao tesouro, foram achados topázios e esmeraldas, e após um tempo, as riquíssimas minas de ouro. Resume-se a um dos períodos em que o território mineiro mais faturou em virtude de suas riquezas naturais.
No entanto, neste meio tempo, Minas Gerais foi palco da Guerra dos Emboabas, estopim das descobertas sucessivas das minas de ouro. Apesar do cenário bélico estar presente, a região destacou-se por ser a mais rica do Brasil, tendo inúmeros personagens importantíssimos na história brasileira como Joaquim José Xavier, o famoso Tiradentes.
 
 
Além do ouro e pedras preciosas
A cultura mineira vai muito além de inúmeras jóias e adereços feitos com ouro e pedras preciosas. Na verdade, este detalhe torna-se irrelevante em meio a tanta variedade cultural. Em virtude da imensidão do Estado e, é claro, suas riquezas, uma enorme diversidade se estabeleceu na região.
Igrejas, templos e museus estão marcados pelo estilo barroco e o rococó que com todo o seu jeito encantador decoram as construções até hoje. Com um toque mineiro de ser, a música e a literatura também se destacaram neste momento de expressividade.
Nomes famosos marcaram esta época como o inesquecível Aleijadinho, apelido que recebeu em conseqüência de uma doença degenerativa que limitou seus movimentos dos pés e mãos. É considerado o artista mais importante do período barroco brasileiro, tendo em suas obras características do estilo rococó, gótico e clássico também.
atrações
 
Congonhas: lembranças do incomparável Aleijadinho
Fundado em 1938, o município de Congonhas é o que mais possui obras de Aleijadinho. A cidade faz parte do grandioso ciclo do Ouro, e por conta do minério, teve verdadeiros saltos durante o período da mineração.
Na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, não se tem a mínima dúvida da genialidade e do perfeccionismo de Aleijadinho. São 12 profetas da Bíblia esculpidos cuidadosamente em pedra-sabão, com variações nos semblantes indicando sensações de cada um deles. Vale lembrar que todos os personagens trazem cartelas com inscrições latinas transcritas da Bíblia ou que representem uma síntese de várias passagens relacionadas a cada profeta. 
Outra grande obra de Aleijadinho são os Passos da Paixão, guardados na mesma Igreja de Bom Jesus do Matozinhos. As imagens, representando sete estações da Via Sacra - a Santa Ceia, o Horto das Oliveiras, a Prisão de Cristo, a Flagelação e Coroação de Espinhos, a Subida ao Calvário e a Crucificação - começaram a tomar forma por volta de 1776. Uma das cenas mais belas é a Santa Ceia, onde é possível notar expressões de traição no semblante de Judas.
Em 1985, um importantíssimo fato aconteceu para a cidade, a Unesco conferiu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade ao complexo do Santuário do Bom Jesus de Matozinhos. Nada mais justo, afinal o belo santuário é um dos mais procurados do Estado de Minas Gerais e atrai cada vez mais visitantes para conhecer o melhor das obras de Antônio Francisco Lisboa, o grandioso Aleijadinho.
 
 
Histórias e ecoturismo em Diamantina
Fazendo parte do circuito histórico que abrange as cidades mineiras, a charmosa Diamantina é um destino que vale a pena visitar. Os indicados para esta viagem são aqueles que, além de gostarem de história, tenham curiosidade em descobrir cada detalhe dos monumentos.
Diamantina é assim: cheia de riquezas por todos os lados. A começar pelo nome, que remete às explorações das décadas passadas. Quanto às igrejas, algumas se sobressaem por apresentar uma riqueza enorme em sua decoração. Já, outras, apostam na simplicidade bucólica de seu interior. O destino, além de mais sossegado que Ouro Preto, inova por apostar em esportes como rapel, escaladas e caminhadas na cidade, incrustada em pleno Vale do Jequitinhonha. 
Para se refrescar, a cidade dispõe de algumas cachoeiras para os visitantes como é o caso da Cachoeira da Sentinela, do Barão, Batatal e das Fadas. Entre tantas quedas d'água encantadoras, é impossível não se apaixonar pelo local.
Diamantina orgulha-se de seu filho ilustre, o presidente Juscelino Kubitschek, personagem da história brasileira, homenageado pelos diamantinos com um museu especial. Outro protagonista que tem sua biografia contada em museu é a escrava Chica da Silva. O museu Casa de Chica da Silva é um dos mais interessantes edifícios da região, homenageando a "escrava que virou rainha".

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