
Uma nova teoria proposta durante a conferência da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) espera resolver o mistério que ainda envolve a construção de Stonehenge, quase cinco mil anos depois de sua edificação.
De acordo com o pesquisador Steven Waller, responsável pelo estudo, o monumento foi erguido motivado pelo fenômeno conhecido como interferência acústica, que ocorre quando duas fontes sonoras tocam a mesma nota ao mesmo tempo em locais próximos. Em vez de aumentar o som, ele vai sendo modulado. Em alguns locais, o barulho é completamente anulado.
Para comprovar a sua teoria, o cientista utilizou dois tocadores de gaita, que tocaram exatamente a mesma nota, enquanto um voluntário vendado experimentava a variedade de sons que se seguia. Logo depois, ele tirava a venda e desenhava o que acreditasse que havia entre eles e o som.
Para Waller, a experiência aparentemente “sobrenatural” pode ter inspirado a construção do circuito de 45 toneladas e seus 17 blocos de pedra. Especulava-se que Stonehenge poderia ser um observatório astronômico pré-histórico, um templo solar ou um local sagrado de cura.
Civilizações pré-colombianas de mais de três mil anos já haviam dominado os segredos da acústica, indicando que possivelmente os povos da Inglaterra daquela época também já tivessem tal conhecimento.
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